
Padre do Antigo Testamento
O padre pistoleiro foi apanhado pelas figuras que habitam as vielas obscuras da justiça nacional. Sem motivo aparente e numa contradição com os Mandamentos, o sistema judicial confunde “não matarás” com “não manterás um arsenal bélico em tua casa“.
Considerado como o único transmontano com armas ilegais em casa, foi detido para inquérito, o que o impediu de realizar a missa de sétimo dia agendada. Note-se que não foi o padre quem matou o defunto, homem que pereceu de causa natural.
Durante décadas, o problema de armas ilegais em Trás-os-Montes tem sido um problema para as autoridades, uma vez que estas têm que recorrer, elas próprias, a armas ilegais trazidas do outro lado da fronteira. O padre, septuagenário, residente numa aldeia de Boticas, será julgado em tribunal por tipos de toga formados em Coimbra e Lisboa.
Com a detenção do padre, os residentes da aldeia nomearam outro ancião para adquirir as fundamentais armas nas aldeias circundantes de Verín, província de Ourense.