
Veículo que dá jeito para umas voltinhas Foto: fleur-design@flickr
A Ordem dos Advogados denunciou, pela figura do seu Bastonário, Marinho Pinto, abusos referentes à utilização indevida de veículos e outros bens apreendidos por parte do Estado Português.
De acordo com as denuncias efectuadas, é comum investigadores utilizarem veículos apreendidos para fins recreativos, mesmo sem que a culpa dos seus donos tenha sido determinada em julgado. De acordo com Marinho Pinto, trata-se de “uma presunção de culpa” que subverte todo o sistema judicial.
Em conversa com Paulo (nome fictício para protecção de identidade), inspector da Polícia Judiciária, ficamos a saber que “é comum usar os carros dos gajos, claro. Nunca tive um carro em meu nome e sempre andei com os que quis“. Os veículos mais utilizados são, de acordo com Paulo, “BMW e Mercedes. De vez em quando aparece um Ferrari mas os meus colegas desunham-se para serem os primeiros a açambarcar aquilo. Já não aparecem tantos Ferraris como antigamente“.
Sobre a questão da manutenção dos veículos em uso, Paulo refere que “fazem as revisões todas até por excesso. Sempre na marca, sempre com troca de pneus. Quem paga é o Estado. Se depois tivermos que devolver o carro, o dono paga tudo se é que quer ver o carro de volta“.
Paulo chegou ao café lisboeta onde se combinou a entrevista num Lotus verde.