
Família com pais do mesmo sexo
O Partido Socialista bate no ceguinho e diz que vai fazer nos próximos meses aquilo que não quis fazer nos últimos quatro anos e meio. Vão legalizar casamentos gay.
Numa atitude que se pode considerar de maricas, já vieram altos funcionários do aparelho socialista afirmar que a adopção por casais gays será vedada. Isto é uma forma de dizer que vão legislar em dois sentidos: o primeiro, no sentido de permitir casamento de pessoas do mesmo sexo; o segundo, no sentido de impedir o que hoje é possível.
“Quem dá com uma mão e tira com a outra, à Casa Pia com as calças em baixo deveria ir parar“, afirma Jorge Tomilho, Coordenador Nacional da Coordenação dos Coordenadores para a Coordenação do Sistema Coordenado de Adopção (CNCCCSCA).

Criança que não pode ser adoptada por gays
Para o Partido Socialista, o perigo de crianças serem criadas e amadas por pessoas do mesmo sexo é um risco maior que o risco de pobreza profunda. Isto porque não há evidencias que criança criada num lar homossexual não venha, ela própria, a desenvolver-se como homossexual. Teoria interessante que, sendo legislativamente impedida, entra num loop de contrariedade ao penalizar a homossexualidade como possibilidade para um jovem no seu futuro.
“Podemos deixar maricas casarem mas não vamos andar a fabricar novos maricas” adianta alto funcionário do Partido Socialista que pediu para permanecer anónimo.
A partir deste momento, O Sono Luso passa a ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Isto porque se o objectivo é dar os mesmos direitos de acesso a todas as instituições, com o impedimento à adopção, acontece exactamente o contrário.
O Sono Luso sabe como pode ter o seu próprio filho legítimo caso seja homossexual casado com pessoa do mesmo sexo em Portugal: arranje uma irmã ou prima e tenha um filho com ela. Ou, se ainda não é casado com pessoa do mesmo sexo, case com pessoa de sexo diferente e tenha um filho. Depois, fomente o suicídio do seu companheiro e poderá, legalmente, manter o seu filho quando casar com pessoa do mesmo sexo.
O que têm em comum África do Sul, Alemanha, Andorra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Islândia, Israel, Holanda, Noruega, Polónia, Reino Unido, Suécia, Uruguai, 14 estados dos EUA e Tasmânia? Todos estes aceitam que casais homossexuais podem adoptar legalmente crianças.